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teatro

Días Hábiles / 2017

alfredo martins dias habiles 2

Días Hábiles - © Susana Neves

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Días Hábiles - © Susana Neves

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Entre Março e Junho de 2015, Alfredo Martins e Rui Santos atravessaram parte do subcontinente sul-americano – Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia. Durante a viagem, recolheram materiais (fotografias, vídeos, textos,…) que pudessem atestar o próprio acto de deslocação, mas também a experiência do lugar, a realidade específica de cada região e os desafios com que actualmente se confrontam. O seu passado de colonização, regimes ditatoriais e democracias recentes, os fortes contrastes sociais e a pressão exercida pelas grandes potências mundiais para a exploração dos seus recursos naturais colocam os países da América do Sul sob um estado constante de tensão na renegociação de imaginários e processos de construção identitária. Este “orbis novus” por construir oferece-se como espaço de ensaio sobre modos de fazer e conhecer.

O espectáculo Días Hábiles utiliza a viagem como estratégia operativa para a sua construção. Ensaiando um espaço ritualizado de encontro com o público, Días Hábiles constrói-se como uma cerimónia, um acto colectivo de celebração. A viagem é homilia de (neo-)paganismos seculares e múltiplos – pretexto de reflexão em torno de projectos poéticos de construção do comum. “Dante ou nada”, como um manifesto, um espaço da invenção, um jogo, as (im)possibilidades de um diálogo multinatural. A possibilidade de recomposição se imaginada uma outra possibilidade, atroz e difícil: a morte anunciada de um Ocidente civilizacional.

EQUIPA ARTÍSTICA

Direcção Artística – Alfredo Martins
Co-criação – Alfredo Martins, Rui Santos
Desenho de luz – Cárin Geada, João Teixeira
Música – João Pais Filipe (percussões), Julius Gabriel (electrónica e sopros)
Operação de som – João André Lourenço
Vídeo – Paulo Américo
Concepção do espaço – Rui Santos
Assistência de cenografia – Pedro Azevedo
Produção executiva – Daniela Ribeiro

CO-PRODUÇÃO

teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser, Teatro Nacional São João

RESIDÊNCIAS DE CRIAÇÃO

O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo), LapaCasa (Rio de Janeiro, Brasil), Centro de Criação de Candoso (Guimarães), Centro d’Artes de Aljustrel

ESTREIA

Setembro 2017, Mosteiro São Bento da Vitória / Teatro Nacional São João, Porto – integrado na Ocupação Días Hábiles

TEASER

Um Filme de Manoel Congo (documentário) ×

alfredo martins ocupacao manoel congo

Um Filme de Manoel Congo - © Direitos Reservados

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Um Filme de Manoel Congo (documentário) ×

Um dos projectos de autogestão visitados em 2015 por Alfredo Martins e Rui Santos foi a Ocupação Manoel Congo, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, no centro do Rio de Janeiro. Em 2016, voltam à Ocupação e, durante um mês, acompanham e filmam o seu dia-a-dia. Com este registo visual, espera-se dar continuidade ao debate em torno das possibilidades e limites da práxis autogestionária.

Um Filme de Manoel Congo pretende falar de (in)justiças socioeconómicas e ecológicas às escalas da cidade e do planeta, da (i)legitimidade da desobediência civil – ocupação – em territórios do Sul, das possibilidades de organização colectiva, do que poderá ser a emancipação no século XXI, das cosmovisões – eurocêntricas e indígenas; enfim, das ferramentas associadas à construção de territórios diferenciais, no Brasil de hoje e no mundo.

EQUIPA ARTÍSTICA

Ideia e pesquisa – Alfredo Martins, Rui Santos
Imagem e som – Alfredo Martins, Rui Santos
Montagem e desenvolvimento conceptual - Helena Inverno
Participação e colaboração – moradores e trabalhadores das ocupações Manoel Congo e Mariana Crioula

CO-PRODUÇÃO

teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser, Alfredo Martins e Rui Santos

APOIOS

Movimento Nacional de Luta pela Moradia, ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, NARUA – Universidade Federal Fluminense, Fundação para a Ciência e Tecnologia, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), LapaCasa, TNSJ

TEASER

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