teatro meia volta
e
depois à esquerda
quando eu disser
o público
vai ao
teatro

Urbania / Alfredo Martins / 2014

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Urbania - © Alfredo Martins

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Urbania dá-lhe as boas-vindas. Esta cidade foi fundada depois de todas as outras. Estamos contentes por tê-lo cá. A cidade não o conhece. A cidade não precisa de si. Mas é bem-vindo aqui. A cidade não o convidou. Mas é bem-vindo aqui. No fim, estaremos aqui outra vez – para que possamos começar outra vez. No fim, pode esquecer a cidade, para que possa conhecer a cidade outra vez. Repetiremos esta viagem enquanto a cidade aqui estiver – para nos assegurarmos de que a cidade está aqui. Seja bem-vindo.”

Urbania é uma performance site-specific que toma a forma de uma visita guiada pelo espaço urbano. Urbania não é uma cidade. É talvez a forma como atravessamos a cidade. Ou talvez só um modo particular de a olharmos: uma lente. Um guia levar-nos-á. Evoca-se um estado poético para viver este lugar.

Rio de Janeiro ×

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Urbania / Rio de Janeiro - © Tiago Cadete

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Urbania / Rio de Janeiro - © Alfredo Martins

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Urbania / Rio de Janeiro - © Maria Oiva

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Urbania / Rio de Janeiro - © Alfredo Martins

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Urbania / Rio de Janeiro - © Alfredo Martins

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Urbania / Rio de Janeiro - © Tiago Cadete

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Rio de Janeiro ×

Rio de Janeiro é uma cidade de contrastes socioeconómicos e culturais, acentuados ainda mais pelos projectos de requalificação urbana para acolhimento do Campeonato Mundial de Futebol e dos Jogos Olímpicos.

O poder político acredita que estes eventos vão alavancar o país e avança com um plano profundo de reestruturação (higienização?) da cidade. Pacificação das favelas, aumento da segurança, reestruturação de infra-estruturas, campanhas turísticas – estas são as principais ferramentas utilizadas pelos governantes, mas que encontraram uma enorme resistência em grande parte da população. Para além de contestarem o gigantesco investimento financeiro nestes eventos num país com profundas carências, os cariocas reclamam o direito à sua cidade, lançando slogans como “Copa para quem?”.

Em colaboração com o Teatro Ipanema No Lugar, Urbania toma a forma de um percurso repetitivo e ritualizado em torno de uma praça em construção no bairro de Ipanema, procurando abordar a actual situação sociopolítica da cidade.

EQUIPA ARTÍSTICA

Direcção artística – Alfredo Martins, Maria Oiva
Co-criação e interpretação – Bruno Lamberg, Clarice Rito, Cláudia Gaiolas, Fred Araújo, Joana Lerner, Karine Barros, Raphael Arah, Renata Sampaio, Ricardo Barros, Tiago Cadete

CO-PRODUÇÃO

teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser, Reality Research Center, Teatro Ipanema No Lugar

APOIO

Governo de Portugal – Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes

ESTREIA

Fevereiro de 2014, Teatro Ipanema, Rio de Janeiro, Brasil

Viana do Castelo ×

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Urbania / Viana do Castelo - © Renata Sequeira

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Urbania / Viana do Castelo - © Renata Sequeira

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Viana do Castelo ×

Em Viana do Castelo, Urbania integra, a convite da Câmara Municipal, a programação da Bienal de Arte, Arquitectura e Design da cidade, subordinada ao tema “Slow Cities”.

Deparámo-nos com uma cidade em mudança, que procura conciliar o seu passado histórico com a visão paradigmática de uma cidade sustentável. O poder político local importa directivas internacionais que direccionem a cidade para um desenvolvimento alicerçado nas especificidades locais – think global, act local. A herança cultural e etnográfica é franchizada como estratégia de desenvolver estruturas de produção e comércio, atrair turistas e fixar população. A população reconhece a qualidade de vida que a cidade oferece e continua o seu dia-a-dia, mais ou menos informada, mais ou menos desconfiada, mais ou menos participativa.

Aqui, Urbania procurou reflectir sobre a ideia de desenvolvimento e sobre o paradigma da sustentabilidade, numa visita guiada que, utilizando os autocarros eléctricos da cidade, leva o público a espaços de memória e espaços em construção.

EQUIPA ARTÍSTICA

Direcção artística – Alfredo Martins, Maria Ruostepuro
Interpretação – Carlos Alves, Estelle Franco, Luís Godinho, Sílvia Silva, Timo Mäkelä
Participação – TeatroàSexta, Dona Neves, Rui Maia, Susana Castelar, Tomásia Moreira
Música e design de som – Timo Mäkelä
Produção executiva – Meninos Exemplares

CO-PRODUÇÃO

teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser, Reality Research Center, Câmara Municipal de Viana do Castelo

RESIDÊNCIA DE CRIAÇÃO

Espaço do Tempo

ESTREIA

Outubro de 2010, Viana do Castelo – Bienal de Arte, Arquitectura e Design

TEASER

Helsínquia ×

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Urbania / Helsínquia - © Jan Ahlsted

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Urbania / Helsínquia - © Jan Ahlsted

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Urbania / Helsínquia - © Jan Ahlsted

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Urbania / Helsínquia - © Jan Ahlsted

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Urbania / Helsínquia - © Jan Ahlsted

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Helsínquia ×

“The merits of Urbania lie in its ability to bring to the surface questions of what is sacred and what is not to me personally. The pilgrimage reveals just how much I worship the changing urban lifestyle.”

MARIA SÄKÖ, Helsingin Sanomat, 6/3/2010

 

Em Helsínquia, local da primeira edição deste projecto, Urbania acolheu o tema de pesquisa para 2010 do Reality Research Center – “can the sacred be performed?” –, deixando que este enformasse a sua análise do espaço urbano e tentando perceber como é que a cidade e os seus habitantes se relacionam com o sagrado.

Nesta cidade, há uma linha de eléctrico cujo percurso descreve a forma do símbolo do infinito. Entrando no eléctrico, a viagem repete-se. Chegados ao centro, encontramos o fim e o início mais uma vez. Sentamo-nos e viajamos num tempo circular, apaixonados ou horrorizados pela possibilidade de repetir a viagem – a existência – o mundo. Sentamo-nos como o Homem religioso que espera o fim de um ciclo para renascer.

Aqui, acrescentou-se a Urbania o subtítulo “the ultimate pilgrimage”, esperando que a arrogância desta expressão contamine o percurso realizado e espolete uma reflexão individual sobre a relação entre o sagrado e a cidade.

EQUIPA ARTÍSTICA

Direcção artística – Alfredo Martins, Maria Ruostepuro
Interpretação – Aarni Korpela, Alfredo Martins, Erica Richter, Markus Lankinen, Mia Silvennoinen, Maria Nuutinen, Sílvia Silva, Veera Aaltonen
Música e desenho de som – Timo Mäkelä
Figurinos e adereços – Ingvill Fossheim
Produção executiva – Henri Haataja

CO-PRODUÇÃO

teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser, Reality Research Center

ESTREIA

Março de 2010, Helsínquia

TEASER

teatro meia volta
e
depois à esquerda
quando eu disser
o público
vai ao
teatro